Este último fim de semana tive o prazer de participar no INEO Weekend, um evento em que se cozinha num espaço moderno e agradável, uma receita atípica. Têm-se como ingredientes “mentores” que adocicam e guiam a força e tempestuosidade dos “promotores”, com diagramas, passagens literárias, bons exemplos e bastante senso comum temperado pelo “been there, done that”. No final serve-se o cozinhado à prova dos “investidores”, à mercé de um projector cronometrando 10 minutos.
O resultado traduziu-se num fim de semana bem passado, repleto de discussões entre os todos os participantes, como ao redor das várias porções de salgadinho e Ice Tea de Manga.
De sublinhar o ambiente informal, em que todos dão o seu contributo e se esquecem um pouco as paneleirices muitas vezes subjacentes a eventos nesta área do empreendedorismo. Um estilo de evento a seguir.
Eu co-representei o nosso projecto Vendder que foi revisto e discutido sobre diversas luzes e ângulos por diversos mentores, como João Pereira da InovCapital, Ana Almeida da Tapestry ou Paulo Gomes da Reusable IT e aprendi ou re-lembrei que:
- Nem sempre é simples calcular o custo de um projecto
- Calcular break-even é um exercício para ser praticado
- Deve-se ter presente a fatia de mercado que pretendemos atingir
- Como sondar o mercado para definir o valor do serviço e assim preço a pagar.
- “Planos de negócio” são para esquecer e antes de “planos” quer-se “negócio” e simples projecções
- O capital existe, faltam as boas ideias, equipas e execução
- Há capitais de risco com bolsas de diferente tamanho
- Aposta-se em equipas coesas, eles são a alma do projecto
- Há que apontar o canhão para o cliente alvo a abater, não há muitas bolas nem tempo para algortimos balisticos refinados.
Fez-me lembrar os meus tempos em Londres, em que falavamos callbacks em AJAX entre duas pints de Guiness e umas apresentações que pareciam sempre sido feitas num iPhone entre 5 estações do Tube.
cross-post from http://www.nship.org/2010/04/ineo-weekend/